Thomas Young

 (1773 - 1829)

    Young foi um pesquisador extremamente eclético em suas atividades. De fato, fora educado de acordo com certa seita religiosa que recusava toda espécie de hierarquia, advogando que "cada homem pode fazer o que outro pode". Médico em sua formação, criticou a falta de racionalidade de sua profissão. Estudou a audição e o problema da propagação de ondas e vibrações. No campo de decifração de alfabetos, procurou decifrar a pedra de Roseta, fornecendo uma primeira interpretação dos hieróglifos egípcios.

    Leu o Opticks de Newton e rejeitou sua teoria dos acessos para explicar os anéis de interferência. Raciocinou a respeito da luz em analogia com as vibrações sonoras. Para explicar a interferência, imaginou que a luz poderia ser sempre refletida, mas que certas ondas podem se aniquilar, produzindo as cores que vemos. Comparou tal aniquilação com o então já conhecido fenômeno dos batimentos sonoros. Retomou as experiências de Newton sobre anéis de interferência, dando outra explicação para as franjas escuras no caso da luz monocromática:

"a escuridão pode ser formada acrescentando-se luz à luz ..."

    Notando que, utilizando-se água como meio intermediário, em vez do ar, bastava uma espessura menor para obter o mesmo retardo. No que diz respeito à interferência, concluiu que na água a velocidade da luz deve ser menor, a mesma conclusão de Huyghens, ou seja, v1/v2 = n1/n2 .

    Young estudou a difração de luz por um fio de cabelo, formando franjas coloridas características. Notou que se a luz de um lado era mascarada, as franjas desapareciam! Concluiu que as franjas resultavam da interferência das luzes espalhadas pelos dois lados do cabelo. Fez em seguida nova experiência, com a luz que atravessa dois furos, observando as franjas de interferência ``de Young''. Fechando-se um furo, as franjas desapareciam. Esta experiência permitiu calcular o comprimento de onda da luz de diversas cores.

    Thomas Young estudou também fenômenos de difração. Construiu geometricamente o percurso no espaço das figuras de difração e concluiu que o lugar geométrico de interferência construtiva teriam a forma de parábolas. Sua teoria também permitiu calcular as intensidades relativas das franjas de difração.

    Os experimentos conduziram Young a concluir que a luz seria composta de ondas que se propagam no éter a 300.000 km/s. As cores corresponderiam a diversos comprimentos de onda da luz.

 

A DIFRAÇÃO:

    Em 1803, Young realizou uma experiência demonstrando que a luz possuía natureza ondulatória. Fez a luz passar por uma abertura estreita e constatou que, num anteparo instalado do outro lado, não surgia simplesmente uma linha nítida, mas sim um conjunto de faixas luminosas de diferentes intensidades. Isso mostrava que a luz sofria difração, tal como ocorria com as ondas sonoras ou as de um lago. Se ela fosse constituída de partículas, esse comportamento seria impossível.

 

Interferência:

 

    Não contente, porém, Young desenvolveu outro experimento para confirmar seu resultado: fez passar dois feixes de luz por orifícios separados. Ao incidirem sobre um anteparo, resultaram num desenho que apresentava áreas claras entremeadas com outras totalmente escuras. Estas últimas só podiam ser causadas pela interferência de ondas.

    Apesar dessas evidências, tais demonstrações foram consideradas insuficientes, por muito tempo, na Inglaterra, até serem complementadas, mais tarde, pelo trabalho de outros pesquisadores europeus.

    Em 1807, Young utilizou pela primeira vez a palavra energia com o significado que tem hoje na Física: é a capacidade que um sistema possui de realizar trabalho; no caso de um sistema em movimento, ela é também diretamente proporcional ao produto entre a massa e o quadrado da velocidade.

Bibliografia:

http://paginas.terra.com.br/educacao/fisicavirtual/grandes/young.htm

http://plato.if.usp.br/1-2003/fmt0405t/apostila/oticaonda/node5.hmtl

 

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